Em breve, firmas como Google ou Facebook poderão ser confrontadas com cobranças de impostos bem mais elevadas, se depender das propostas apresentadas neste sábado (16) por ministros de Finanças europeus.
Durante a cúpula ministerial da União Europeia na capital da Estônia, Tallinn, vários chefes de pasta instaram seus colegas a estudarem um decreto emergencial tributário que forçaria as companhias de internet a pagar impostos em cada país onde tenham faturamento, e não apenas onde registram lucros, segundo informou a DW.
Os regulamentos atuais permitem às empresas só declarar lucros em seus quartéis-generais na UE, geralmente situados em países de baixa tributação, como a Irlanda ou Luxemburgo. Apesar de firmas como Google, Facebook e Amazon ostentarem faturamentos bilionários, seus escritórios europeus declaram praticamente nenhum lucro, e por vezes até perdas.
A Dinamarca, Luxemburgo, Malta e Suécia, entre outros, expressaram relutância em relação ao decreto emergencial. Eles preferem que o problema dos megalucros e baixos impostos de Silicon Valley sejam abordados em nível internacional, por exemplo através do G20 ou da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).






















