A nova denúncia contra o presidente Michel Temer é um problema, reconhecem líderes na Câmara de olho nas reações da economia, mas tem como contrapeso uma Procuradoria-Geral da República (PGR) arranhada após a reviravolta envolvendo a delação de executivos da J&F.
Segundo lideranças consultadas pela Reuters, a denúncia apresentada na quinta-feira pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra Temer tem seu peso –inclusive por incluir caciques peemedebistas, alguns deles no alto escalão do governo– e invariavelmente tem impacto no andamento dos demais trabalhos na Câmara.
Mas também avaliam que as omissões nas delações dos executivos da J&F Joesley Batista e Ricardo Saud –episódio que levou Janot a pedir a recisão do acordo com os dois– fragilizaram o poder de fogo dessa segunda acusação e municiam aliados para a defesa do presidente.
São alvo da denúncia, além de Temer, os dois principais ministros palacianos, Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência); os ex-presidentes da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves, o ex-ministro Geddel Vieira Lima e o ex-assessor presidencial Rodrigo Rocha Loures, todos peemedebistas.
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