Há pouco tempo o Partido dos Trabalhadores lançaram uma nota exigindo a libertação de Antônio Pallocci. A moção também afirmava que José Dirceu e João Vaccari eram vítimas de uma perseguição política por conta de suas condenações em processos de corrupção.
Em menos de quatro meses, Palocci passou de vítima a algoz dentro do PT por ter dito que o ex-presidente Lula da Silva conhecia os meandros de todas as falcatruas e, pior, se aproveitou da corrupção para benefício próprio. Ontem à noite, a Executiva do PT de Ribeirão Preto (SP) aprovou a determinação para que a Comissão de Ética local abra um processo que pode resultar na expulsão do ex-ministro da legenda.
A decisão de abrir o processo contra Palocci foi tomada, segundo o presidente do PT de Ribeirão Preto, Fernando Tremura, por orientação do diretório estadual, presidido por Luiz Marinho, um dos principais aliados de Lula da Silva.
A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), disse que Palocci “rompeu completamente o seu vínculo” com o partido ao, nas palavras dela, “mentir para comprometer Lula na tentativa de livrar-se da prisão”.























