Os deputados aprovaram uma jabuticaba na chamada “reforma” política na noite desta quarta-feira. Após mais de três meses de discussões e vários adiamentos em plenário, a Câmara aprovou a proibição de coligações para as eleições de 2020.
Foi uma maneira de dar alguma satisfação ao eleitorado, que vota num candidato e acaba elegendo outro. Não vale, entretanto, para as eleições gerais do ano que vem.
A gambiarra de interesses inconfessáveis foi aprovada diante de uma classe política acovardada e que só olha os próprios interesses. Foram 348 votos a a favor, 87 contra e quatro abstenções. Prevaleceu um destaque apresentado pelo PPS, um partido que poderia desaparecer no próximo pleito, mas que fez o serviço das grandes agremiações nesta matéria.
O substitutivo da deputada Shéridan (PSDB-RR) previa a vigência já nas eleições de 2018. O texto também estabelece cláusula de desempenho para os partidos obterem recursos do Fundo Partidário e acesso a tempo de rádio e TV para propaganda, inclusive na campanha eleitoral.






















