A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da JBS aprovou na manhã de hoje (21) convite ao ex-procurador-geral Rodrigo Janot. Além de convocações do procurador Marcelo Miller e dos donos da JBS Joesley e Wesley Batista para depoimentos. O convite a Janot foi aprovado quase por unanimidade. Como o requerimento foi de convite, o ex-PGR não é obrigado a comparecer. O único voto contrário foi o do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Não se descarta que nenhum deles abram o bico durante as oitivas, se reservando ao direito de ficar calados ou instruídos por advogados.
Randolfe chegou a pedir por mandado de segurança que a comissção fosse limitada por ser constituída para constranger procuradoes, entre eles, Janot.
Joesley e Wesley Batista, estão presos preventivamente por supostos crimes financeiros. A convocação do diretor do grupo empresarial, Ricardo Saud, foi aprovada. A convocação exige a presença do convocado, caso resista poderá ser conduzido à força para depor. Também foi convocado o ex-procurador e advogado Marcelo Miller, por unanimidade. Ele é suspeito de atuar, ainda como procurador, nos bastidores da delação da JBS. Depois de dexiar via licença a PGR, Miller assumiu cargo de advocacia a favor da empresa.
Já Luciano Coutinho, ex-presidente do BNDES (2007 a 2016), foi convocado com votos contrários dos deputados Paulo Pimenta (PT-RS), Wadih Damous (PT-RJ), e do senador Paulo Rocha (PT-PA).
O presidente da comissão mista, Ataídes Oliveira (PSDB-TO), defendeu a convocação, argumentando que a JBS cresceu na gestão de Coutinho.”Se não fosse a participação do BNDES, os senhores acham que a gente estaria agora nesta CPI?”, indagou Ataídes.






















