O grito de independência da Catalunha

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Pelas ruas da capital espanhola as reações parecem em suspenso. Ninguém se arrisca a prever o que acontecerá com o país depois deste 1º de outubro (domingo), quando o Governo da Catalunha promete realizar um referendo, contrariando o Governo central, para consultar a população sobre sua permanência na Espanha.

O temor de violência é grande, já que governo determinou o fechamento dos colégios eleitorais e deslocou para a Catalunha 6 mil policiais. 

De um lado, os chamados independentistas, que querem se separar da Espanha. Da outro, catalães que não veem vantagem nessa cisão, que se unem ao resto dos espanhois.

Até o momento, véspera do pleito, não se sabe sequer se a consulta popular vai, de fato, acontecer. A única certeza que se tem é que se chegou ao ápice, ao menos até agora, de uma tensão que se arrasta por anos.

Nesta borbulha confusa, há também um combustível importante para que os ânimos tenham se exaltado cada vez mais: a crise econômica. A Espanha passou a partir de 2008 por grandes dificuldades que levaram a uma política de austeridade muito grande e a uma crise dos partidos tradicionais. 

A Catalunha é uma das 17 comunidades autônomas espanholas, unidades administrativas que repartem todo o país em regiões mais ou menos como os Estados no Brasil, mas com pouco mais de autonomia política, econômica e jurídica.

A figura das comunidades autônomas surgiu na Constituição de 1978, após o final da ditadura franquista, onde o poder era extremamente centralizado. A ideia era, justamente, descentralizar o poder.

Elas podem, portanto, aprovar leis e realizar as tarefas executivas que estejam estabelecidas em seu estatuto próprio. Têm, inclusive, um presidente, que no caso da Catalunha se chama Carles Puigdemont. O Governo que ele preside se chama Generalitat e há, ainda, um parlamento próprio, o Parlament.

A diferença entre a Catalunha e a comunidade autônoma de Madri, por exemplo, é que ela possui uma cultura e uma língua próprias (o catalão), assim como acontece, por exemplo, com o País Vasco e a Galícia.

Ela está localizada no nordeste, na fronteira com a França, e é formada por quatro províncias: Girona, Lleida, Tarragona e Barcelona, que é a capital. E tem uma população aproximada de 7,5 milhões de habitantes (15% da população espanhola), o que a coloca como a segunda maior comunidade da Espanha (Andaluzia é a primeira). (Do El Pais)

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