A Odebrecht pagou 15 milhões de dólares (cerca de R$ 48 milhões) em comissões a empresários e altos funcionários peruanos por meio de oito contas na instituição financeira Banca Privada d’Andorra (BPA), segundo o El Pais.
A revelação faz parte de um informe confidencial da Polícia do principado. Trata-se de um documento finalizado em 8 de maio que rastreia as transações da empreiteira nesse banco de Andorra entre 2008 e 2015, solicitado pela juíza de instrução do caso BPA, Canòlic Mingorance.
O documento, de 12 páginas, revela a rota do dinheiro que a maior empreiteira da América Latina desembolsou para subornar funcionários públicos ligados a concessões de grandes obras no Peru. A empresa fez pagamentos a essas autoridades através de contas no BPA abertas em nome de sociedades panamenhas. E, depois, montou um sistema que permitiu aos subornados retirar o dinheiro mediante uma rede de laranjas e bancos localizados nos EUA, China, Alemanha, Bahamas e Suíça.




















