Fundo de Campanha fica mesmo na conta do contribuinte

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No início da madrugada de hoje o plenário da Câmara dos Deputados ratificou mais um ônus para o contribuinte, que terá que financiar as campanhas políticas com recursos que seriam destinados a áreas como a saúde, segurança, infraestrutura ou educação. Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) será enviada à sanção presidencial, porque já passou pelo plenário do Senado.

Há um compromisso entre os partidos e o governo para que alguns pontos sejam vetados, como os critérios de distribuição dos recursos entre os partidos. Essas regras serão definidas no Projeto de Lei 8612/17, de autoria da Câmara.

Inicialmente, estão previstos no orçamento de 2018 R$ 4,5 bilhões para emendas de bancada, dos quais R$ 1,35 bilhão (30%) serão destinados às campanhas eleitorais. Além desse valor, para as eleições de 2018 deverão ser usados recursos equivalentes à renúncia fiscal com a propaganda partidária de 2017 e de 2016.

Levantamentos feitos pela Consultoria Legislativa da Câmara indicam que esse valor, em 2017, foi de cerca de R$ 320 milhões. Assim, o total de recursos de outras fontes do orçamento para complementar o FEFC seria de R$ 480 milhões.

A Agência Câmara informa que embora acabe com a propaganda partidária, o texto dos senadores permite às emissoras de rádio e TV o uso da compensação fiscal, com renúncia de receitas, quando da divulgação de propaganda gratuita de plebiscitos e referendos.

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