Um ano após ter feito uma denúncia pela morte do cachorro Nego, da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), o deputado Ricardo Izar (PP-SP) prestou depoimento na Delegacia Especial de Proteção ao Meio Ambiente e a Ordem Urbanística da Polícia Civil do Distrito Federal. Em setembro do ano passado, o presidente da Frente em Defesa dos Animais na Câmara declarou que Dilma foi responsável pelo sacrifício do labrador na época da sua mudança de Brasilia para Porto Alegre.
A história é contada pelo repórter Evandro Éboli, da Gazeta do Povo. Dilma chegou a divulgar uma nota dizendo que, por orientação de um veterinário, teve de sacrificar o cão, que morreu com aplicação de injeções. Ele teria sido diagnosticado com uma “mielopatia degenerativa canina”, uma doença crônica.
Pelo que deu a entender Ricardo Izar, a polícia ainda não identificou o veterinário que fez o diagnóstico da doença e fez a aplicação da injeção letal. O cachorro foi um presente do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu quando Dilma se modou para o Palácio do Alvorada.
“Mas não acreditava nunca que iria para a frente. Essas denúncias de maus-tratos de animais que faço nunca continuam. Talvez por ser a Dilma, essa foi”, disse o deputado após o depoimento à polícia na última segunda-feira (07). E Dilma também pode ser convocada a depor. Se for provada sua responsabilidade, poderá ser enquadrada no artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais, que prevê de três meses a um ano de detenção, além de multa.






















