O governo brasileiro está acelerando o processo de privatização da Eletrobras e espera que o plano seja aprovado pelo Congresso Nacional no primeiro trimestre de 2018, disseram dois representantes do governo na quarta-feira, escreve Tatiana Bautzer, da Reuters em Nova Iorque.
O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Eduardo Guardia, e o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, disseram que o governo espera enviar ao Congresso na próxima semana o projeto de lei sobre privatização da estatal elétrica.
Coelho Filho disse que a Câmara dos Deputados pode aprovar o projeto até o fim do ano e o Senado deve concluir a apreciação em fevereiro ou março. O ministro disse ainda que os detalhes-chave do processo de privatização serão submetidos a uma assembleia de acionistas que o governo espera agendar para junho ou julho do próximo ano.
O governo brasileiro já decidiu privatizar a empresa por meio de uma oferta de novas ações que irá diluir a participação da União para menos de 40%. Os direitos de voto serão limitados a 10% para os novos investidores individuais, uma forma de garantir que o capital da Eletrobras fique pulverizado após a privatização, segundo Guardia.
O contraponto – O relatório anual de 2016 afirma que a Eletrobras atingiu a capacidade instalada de 46.856 MW em empreendimentos de geração, o que representa 31% dos 150.338 MW instalados no Brasil, considerando seus investimentos corporativos e sua participação em Sociedades de Propósito Específico (SPEs). Já as linhas de transmissão totalizaram, aproximadamente, 70.201 km – o equivalente a quase duas voltas no planeta Terra.
No mesmo documento, o presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Júnior, afirmou que aos poucos estamos dando passos firmes para deixar para trás o período de dificuldades. Nossos propósitos vêm sendo reconhecidos pelo mercado, que já deu sinais de confiança em nossa capacidade de transformação, como prova a valorização de nossas ações em 2016 – 240%, a segunda maior alta na Bovespa em 2016. E o resultado anual de 2016, após quatro anos de prejuízos consecutivos, registrou lucro de R$ 3,426 bilhões.



















