O deputado estadual Jorge Picciani (PMDB) declarou neste domingo (19) que vai se licenciar de suas atividades parlamentares a partir de terça-feira (21) para se dedicar à sua defesa e do seu filho, Felipe Picciani, que permanece preso em consequência da Operação Cadeia Velha, que investiga o uso dos cargos públicos para corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, em combinação com as empresas de ônibus.
Empresa gerenciada por seu filho e comandada pela família Picciani há 33 anos teve a conta bloqueada como parte da operação. O presidente da Alerj também informou que aguarda “com serenidade” movimentos que possam levar a um possível pedido de seu afastamento, bem como o de Paulo Melo e Edson Albertassi. Caso o pedido se concretize, Picciani afirma que pretende recorrer.
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) protocolou eletronicamente na Justiça, neste sábado (18), um mandado de segurança pedindo a anulação da votação de sexta-feira (17) da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Na sessão, foi revogada a prisão dos deputados estaduais Jorge Picciani (presidente da Alerj), Paulo Melo e Edson Albertassi, todos do PMDB.
Os três deputados se entregaram à Polícia Federal (PF) na quinta-feira (16), após serem indiciados na Operação Cadeia Velha
Confira como votaram os deputados do Rio de Janeiro:
Do PMDB, defenderam a revogação das prisões:
Átila Nunes;
Coronel Jairo;
Daniele Guerreiro;
Fábio Silva;
Geraldo Pudim;
Gustavo Tutuca;
Marcelo Simão;
Pedro Augusto;
Rosenverg Reis;
E André Lazaroni, que protagonizou uma gafe ao confundir o alemão Bertold Brecht com Bertoldo Brecha, da Escolinha do Professor Raimundo.
No DEM, votaram pela revogação das prisões os deputados:
André Correa;
Christino Áureo;
Filipe Soares;
Márcia Jeovani;
Milton Rangel;
No DEM, apenas o parlamentar Samuel Malafaia defendeu a manutenção das prisões dos peemedebistas.
Quem também votou para que Jorge Picciani, Edson Albertassi e Paulo Melo continuassem na cadeia foi a Enfermeira Rejane, do PCdoB.
No PDT, defenderam a soltura dos peemedebistas os deputados:
Jânio Mendes;
Luiz Martins;
Thiago Pampolha;
Zaqueu Teixeira;
Cidinha Campos, que está sempre envolvida nessas manobras na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.
Dos parlamentares do PDT, apenas Martha Rocha defendeu que os peemedebistas continuassem presos.
No Podemos, Chiquinho da Mangueira votou pela libertação dos parlamentares.
Jorge Moreira Theodoro, o Dica, também acompanhou a maioria;
No Partido Progressista (PP), votaram pela soltura:
Dionisio Lins;
Jair Bittencourt;
Zito;
Ignorando a orientação partidária, Nivaldo Mulim e Renato Cozzolino, do PR, também votaram pela soltura dos peemedebistas.
Já o PRB votou em peso pela manutenção da prisão de Jorge Picciani, Edson Albertassi e Paulo Melo.
Se posicionaram contra os peemedebistas os deputados:
Benedito Alves;
Carlos Macedo;
E Wagner Montes;
Flávio Bolsonaro e Márcio Pacheco, do PSC, também marcaram votos contra a cúpula do PMDB.
No PSDB, Silas Bento apoiou a soltura dos peemedebistas.
Luiz Paulo e Osorio defenderam a manutenção das prisões.
Esse entendimento também foi acompanhado pela maioria dos deputados do PSOL.
Eliomar Coelho;
Flávio Serafini;
Marcelo Freixo;
E Wanderson Nogueira defenderam que os peemedebistas continuassem presos.
Apenas Paulo Ramos ignorou a orientação do PSOL e apoiou a soltura dos parlamentares.
No PT, André Ceciliano também não seguiu o pedido do partido e votou a favor dos peemedebistas.
Posicionaram-se contra os deputados:
Gilberto Palmares;
Waldeck Carneiro;
Zeidan;
Acompanharam o entendimento do PT os deputados Dr Julianelli, da Rede, e Carlos Minc, sem partido.
Os dois parlamentares do Solidariedade, Fatinha e Tio Carlos, votaram pela soltura de Jorge Picciani, Edson Albertassi e Paulo Melo.
Seguiram com a maioria os deputados:
Marcos Muller, do PHS;
Marco Figueiredo, do PROS;
Iranildo Campos, do PSD;
João Peixoto, do PSDC;
Márcio Canella, PSL;
Marcus Vinicius, PTB;
E Marcos Abrahão, do PTdoB;
Entre os ausentes na votação, constaram:
Bebeto e Geraldo Moreira, do Podemos; Dr. Deodalto, do DEM; Tia Ju, do PRB; Zé Luiz Anchite, do Partido Progressista; Lucinha, do PSDB; e Comte Bittencourt, do PPS.























