Não perca as contas: a deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) já respondeu ou responde a pelo menos quatro processos trabalhistas. Todos movidos por funcionários próximos à filha do “mensaleiro” Roberto Jefferson, que a indicou para o Ministério do Trabalho.
A nomeação pelo presidente Michel Temer aconteceu na semana passada, mas ela não assumiu ontem (09), porque a justiça federal do Rio de Janeiro não deixou. Ela e a Advocacia-Geral da União recorreram ao Tribunal Regional Federal, que ainda não se pronunciou.
01 – O motorista Fernando Fernandes Dias ganhou uma ação trabalhista de R$ 60 mil em 2016. O ex-motorista trabalhava 15 horas por dia, além de não ter carteira registrada.
02 – O motorista Leonardo Eugênio de Almeida Moreira moveu uma ação porque não recebeu horas extras. Os R$ 14 mil combinados na justiça trabalhista, divididos em dez parcelas, tem saído da conta bancária de Vera Lúcia Gorgulho Chaves de Azevedo, lotada como secretária parlamentar no seu gabinete parlamentar na Câmara.
03 – A empregada doméstica Sebastiana Benjamin entrou com um processo em 2003, porque Cristiane não recolhia as contribuições previdenciárias. Em 2005, houve um acordo e a deputada pagou R$ 500.
04 – A motorista Aline Lucia de Pinho, que trabalhou por cerca de dez anos para a futura ministra do Trabalho, alega que foi demitida quando estava de licença no INSS. Segundo o Estadão, ela recebia e era lotada pela Secretaria de Envelhecimento Saudável da prefeitura do Rio, que foi comandada por Cristiane, apesar de nunca ter prestado serviços públicos no local.
05 – Na sua delação premiada, Leandro Andrade Azevedo, ex-diretor superintendente da Odebrecht, afirmou que, em 2012, Cristiane recebeu pessoalmente R$ 200 em caixa dois para sua campanha a vereadora no Rio.
























