A comissão de concurso da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) ainda não concluiu a análise das seis propostas das empresas (Cebraspe, FCC, Quadrix, Funrio, Idip e AOCP) que disputam o contrato para organização do concurso público. Este trabalho deve prosseguir nos próximos dias. Mesmo com os cuidados extras para evitar uma nova suspensão, o certame vai acontecer neste semestre, mas as nomeações só vão ocorrer em 2019. É que a legislação impõe limites para nomeações e contratação de agentes públicos durante o período eleitoral.
O Misto Brasília divulgou na semana passada que nesta semana a Mesa Diretora poderia receber a ordem de classificação das concorrentes elaborada pela comissão, mas hoje informou-se que a equipe ainda está na avaliação técnica. Nesta fase, os cuidados são a capacidade técnica da futura organizadora (know-how), experiência, histórico e seus títulos, documentação, comprovação de certames que já foram realizados, aspectos fiscais da empresa e o preço do serviço – que é um critério de desempate na escolha pela Câmara Legislativa.
Outra questão é a competência da empresa na elaboração das provas que devem ter questões mais complexas e exigentespara selecionar candidatos mais preparados para as tarefas legislativas. A comissão prevê que mais de 100 mil pessoas devem se inscrever no concurso público, que é um dos mais esperados do Brasil.
O número de vagas (86) para contratação imediata deverá permanecer, assim como a formação de um cadastro de reserva. Os conteúdos dos editais de concurso serão os mesmos do certame suspenso pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal. O TCDF fez pequenas observações nos editais, que devem ser cumpridos pela CLDF.
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