As investigações sobre irregularidades na Caixa Econômica Federal continuam, mesmo após o afastamento definitivo de quatro dos 12 vice-presidentes do banco, e podem até implicar o presidente Michel Temer, disse uma fonte do Ministério Público Federal (MPF), segundo divulgou Ricardo Brito, da Reuters.
A fonte, que pediu anonimato, avaliou que o governo deu passos importantes na tentativa de melhorar a governança na Caixa ao mudar o estatuto, tirando do presidente da República a prerrogativa de nomear os vice-presidentes da estatal, função que passou para o conselho de administração do banco.
Para o Ministério Público, Temer ainda corre o risco de ser implicado, não só pelas investigações envolvendo vice-presidentes, mas também em razão de apurações sobre o presidente da Caixa, Gilberto Occhi.
Relatório independente encomendado pela Caixa e realizado por um escritório de advocacia sobre irregularidades no banco, a partir de investigações que já vinham sendo conduzidas pelo MPF, recomendou investigar Occhi por suposta atuação para obter propina a políticos do PP. Uma nova investigação, exclusiva sobre Occhi, está em curso, disse a fonte, sem detalhar.






















