As modificações produzidas pelo Facebook no algoritmo da rede social podem favorecer à disseminação de fake news, as notícias falsas. A mudança tem como objetivo privilegiar conteúdo de interação pessoal, em vez daquele produzido por empresas de notícias. Pelo menos um epecialista e uma jurista da área eleitora comungam da mesma opinião.
O coordenador do curso de ciência de dados da Future Law/IDP-São Paulo, Alexandre Zavaglia Coelho, afirma que, além das fake news, poderá se abrir portas para ‘a criação de bolhas de pensamento, até a diminuição de canais de notícias, tão importantes para a diversidade de pensamento e para a democracia’.
“Considerando que boa parte da população já consome notícias pelas redes sociais, programar os algoritmos para privilegiar conteúdo de outros usuários e diminuir a propagação de conteúdo gerado pelo jornalismo profissional pode causar distorções com graves consequências sociais”, destacou Alexandre.
Já a advogada especializada em direito eleitoral, Karina Kufa, indica que o momento foi inoportuno para o teste da rede social. “Além de impactar na publicação de fanpages, gera uma grande preocupação para as próximas eleições, já que fake news produzidas e compartilhadas pelos “amigos” terão maior alcance do que as notícias do jornalismo, trazendo uma enorme insegurança à lisura eleitoral”, ressaltou Karina.
O Grupo Folha, por exemplo, retirou o conteúdo de jornalismo da rede social. Em comunincado, entendeu que o algorítimo do Face privilegia interação pessoal em detrimento do conteúdo de jornalismo profissional.
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