O ex-governador Jaques Wagner (PT) teria sido beneficiário de R$ 82 milhões no esquema envolvendo a parceria público-privada (PPP) com a Fonte Nova Participações. A informação foi divulgada pela chefe da Delegacia de Repressão a Corrupção, Luciana Matutino, no âmbito da Operação Cartão Vermelho, deflagrada na manhã desta segunda-feira (26).
Jaques Wagner e o atual secretário da Casa Civil, Bruno Dauster, estão entre os indiciados pela Polícia Federal no âmbito da Operação Cartão Vermelho.
Os valores foram entregues em espécie, através de um preposto da Odebrecht, Cláudio Melo Filho – um dos executivos que formalizou o acordo de colaboração premiada com a força-tarefa da Operação Lava Jato.
Wagner foi citado várias vezes ao longo dos últimos dias como provável substituto do presidente Lula da Silva na corrida presidencial. Outro nome seria o do ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. Seriam o plano “B” no impedimento do ex-presidente, condenado a 12 anos de reclusão.
Embora não tenha sido vinculado à operação, o governador Rui Costa (PT) saiu em defesa de seu antecessor, o atual secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia, Jaques Wagner. “Essa é uma operação casada, com uma linha midiática da propaganda negativa no ano eleitoral.”
Em comunicado enviado à imprensa, Rui não mencionou o atual secretário da Casa Civil, Bruno Dauster, que também foi alvo da Cartão Vermelho, de acordo com o BahiaNotícias.






















