O líder norte-coreano, Kim Jong Un, e seu pai, o falecido Kim Jong Il, usaram passaportes brasileiros obtidos de forma fraudulenta para solicitar vistos para visitar países ocidentais nos anos 1990, disseram cinco fontes europeias de segurança à Reuters. A embaixada da Coreia do Norte no Brasil se recusou a comentar.
Uma fonte brasileira, que também falou sob condição de anonimato, disse que os dois passaportes em questão eram documentos legítimos quando enviados em branco para emissão em consulados.
Na época, quem estava na presidência da República era Collor de Mello, que assumiu no dia 15 de maço de 1990. O ministro das Relações Exteriores era Francisco Rezek e o diretor da Polícia Federal era o então delegado da Polícia Civil de São Paulo, Romeu Tuma, que deixou o cargo em 1992.
Apesar de já ser conhecido que a família que governa a Coreia do Norte usou documentos de viagem obtidos de forma irregular, segundo escreveu Guy Faulconbridge, há poucos exemplos específicos até o momento. As cópias dos passaportes brasileiros vistas pela Reuters nunca haviam sido publicadas.























