O Congresso trabalha com uma longa lista de prioridades nas áreas econômica e de segurança pública após a polêmica reforma da Previdência sair do horizonte, mas parlamentares terão de dividir a agenda com os preparativos para a campanha eleitoral, diz Maria Carolina Marcello, da Reuters.
Foi a proximidade das eleições, aliás, que reforçou a resistência dentro de parte da base do governo à polêmica reforma da Previdência, o que atrapalhou sua votação. Agora, o calendário eleitoral se impõe diante das 15 medidas econômicas anunciadas pelo governo e mesmo sobre a pauta de segurança pública, que tem apelo popular.
Em março começa a chamada janela partidária, última chance de mudar de legenda para os que desejam disputar a eleição por uma sigla diferente da atual. Ela se encerra em 7 de abril, data limite também para a desincompatibilização de ocupantes de cargos executivos no governo, como ministros e governadores, que queiram concorrer em outubro.
Na opinião do líder da Maioria na Câmara, Lelo Coimbra (MDB-ES), o ambiente eleitoral já estava colocado desde o ano passado, e o trabalho do governo no Congresso é garantir a aprovação do que considera prioridade.
Para um graduado dirigente político da base do governo, é “natural” que o tema das eleições domine os debates ao longo de 2018. Tanto ele quanto outra liderança política consultada pela Reuters avaliam, sob a condição de anonimato, que o momento não é propício para a análise de temas controversos no Legislativo, justamente pela peculiaridade da disputa.
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