A Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados vai pedir ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) a reabertura das investigações sobre a morte do motorista Luis Cláudio Rodrigues, 48 anos, dentro de uma delegacia na capital federal, em julho do ano passado, supostamente por suicídio, segundo informou a Agência Brasil.
Após denúncias recebidas no episódio da morte do motorista, a comissão iniciou um procedimento de acompanhamento dos desdobramentos do caso. Segundo a deputada Erika Kokay (PT-DF), membro da CDJM, as circunstâncias desse caso suscitaram um levantamento de mais quatro casos semelhantes ocorridos em delegacias do DF nos últimos cinco anos. Érika é adversária política do governador Rodrigo Rollemberg (PSB).
“Se a pessoa está sob a responsabilidade do Estado e vem a óbito, isso por si só deve ser colocada sob suspeição e nós devemos aprofundar o processo de investigação em protocolos diferenciados para as mortes”, afirmou a deputada.
Luís Cláudio Rodrigues foi preso após dirigir embriagado e colidir o veículo que conduzia contra o carro de um policial militar. Segundo a Polícia Civil do DF, o teste de bafômetro da vítima apontou 1,35 miligrama de álcool por litro de ar. Na ocasião, a família de Rodrigues foi chamada e, após o pagamento da fiança, no valor de R$ 1.200, o cunhado do motorista, Marcos Eustáquio, foi autorizado a buscá-lo na cela, onde encontrou o motorista sem vida. Familiares de Rodrigues não aceitaram a versão apresentada pela polícia de que ele teria cometido suicídio.
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