O ex-ministro dos governos Lula da Silva e Dilma Rousseff, Antonio Palocci, era o porta-voz para distribuir propina entre o PT e o MDB, no esquema fraudulento da contrução da usina de Belo Monte, no Pará.
Athayde Ribeiro Costa, procurador Lava Jato em Curitiba, deu detalhes à imprensa nesta sexta-feira (9) sobre Operação Buona Fortuna, que fez cumpriu busca e apreensão nas casas do ex-ministro da Fazenda Antonio Delfim Netto e de seu sobrinho, Luiz Apolônio Netto. Só Delfim é acusado de receber 10% de propina dos partidos. Palocci seria o “porta-voz do governo federal”, à época comandado pelo PT, “para os pedidos de propina”.
“Antonio Palocci foi o porta-voz do governo federal, então deputado federal, para direcionar os pedidos de propina, parte ao PT para ao MDB”, disse o procurador. “Em um segundo momento (…) Antonio Palocci disse a Flávio Barra e Otávio Azevedo, da Andrade Gutierrez, que 10% da propina destinada ao PT e aro MDB deveria ser direcionada a Antonio Delfim Netto em virtude da sua ajuda na estruturação do consórcio”, explicou.
Ministro entre 1967 e 1974, Delfim Netto teria ajudado a “estruturar” o consórcio Norte Energia, formado por empresas que não teriam a capacidade para construir a usina de Belo Monte. Mediante acordos de corrupção, a Norte Energia direcionou o contrato de construção da usina a outro consórcio, formado por empresas que deveriam efetuar pagamentos de propina em favor de partidos políticos e seus representantes, no percentual de 1% do valor do contrato e seus aditivos.
“Em virtude dessa ajuda, que na verdade constituiu uma fraude ao leilão, Delfim Netto foi angariado com direcionamento das vantagens indevidas que (o ex-ministro Antonio) Palocci havia pedido ao PT e ao MDB”, explicou o MPF. Foram bloqueados das contas do ex-ministro Delfim cerca de R$ 4 milhões.




















