Temer ouve sugestão para não divulgar sigilo bancário

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O presidente Michel Temer ouviu sugestão de assessores próximos para reavaliar a decisão anunciada nesta semana de divulgar seus extratos bancários à imprensa. O presidente discutiu o assunto com auxiliares e conselheiros nesta sexta-feira (9), segundo blog da jornalista Andrea Sadi do G1.

Temer pediu o microfilme de suas contas a bancos após decisão do ministro Luis Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a quebra de sigilo bancário do presidente no inquérito que apura pagamento de propina na edição de um decreto que beneficiou empresas do setor portuário.

O presidente garantiu que diponibilizaria os dados à imprensa. Porém, auxiliares pedem para que ele reavalie a decisão pois temem que o governo não saia da agenda negativa com o que chamam nos bastidores de “exploração” de informações das contas de Temer. Nesta sexta, o presidente ainda deve conversar com o advogado Antonio Claudio Mariz. Antes, já se reuniu com o ex-assessor e amigo Jose Yunes, que depôs no inquérito em novembro.

Yunes é apontado pelo operador financeiro Lúcio Funaro, que fez uma delação premiada, como um dos responsáveis por administrar as propinas supostamente pagas ao presidente e por fazer o “branqueamento” dos valores. De acordo com Funaro, para lavar o dinheiro e disfarçar a origem, Yunes investia os valores ilícitos em sua incorporadora imobiliária.

 

 

 

 

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