Os funcionários da Empresa Brasileira dos Correios e Telégrafos entram em greve a partir da noite deste domingo (12). A decisão foi tomada em assembleias da categoria. No caso do Distrito Federal, a pauta foi aprovada na última sexta-feira, segundo informou o sindicato dos trabalhadores, um dos 36 que representam as categorias dos Correios em todo o país.
A greve ocorre em meio ao desejo do governo de privatizar a estatal que teria suprimido nos últimos cinco anos 20 mil vagas. Em Brasília, estão em greve cerca de 60 mil vigilantes e na terça-feira param também os servidores do Detran-DF.
A greve que não tem tempo para terminar, coincide com o julgamento pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) nesta segunda-feira do plano de saúde. O julgamento deve começar às 13h30, mas já pela manhã os trabalhadores estarão concentrados para manifestações na frente da Corte, em Brasília.
“Nosso maior benefício (plano de saúde) está sendo atacado. É preciso entender que a proposta da empresa, além da mensalidade, abrange também o compartilhamento de 30% em cima procedimentos e consultas”, explicou a presidenta do sindicato, Amanda Corcino.
A assessoria do sindicato do Distrito Federal informou que a presidente elencou os “principais ataques” que motivaram a greve, além da questão da assistência médica, como a suspensão das férias, a extinção do cargo de OTT e o fim do pagamento do diferencial de mercado.



























