Um esquema fraudulento que funcionava há pelo menos quatro anos foi estourado esta manhã no Distrito federal, durante operação deflagrada pela Polícia Civil e Ministério Público. O esquema no sistema de transporte público desviou por semana cerca de R$ 500 mil desde 2014.
Um dos líderes do esquema seria o auditor fiscal Pedro Jorge Brasil, que aproveitava do cargo de chefia no Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans) para vincular o vale-transporte a pessoas fantasmas. Os integrantes desse grupo são investigados pelos crimes de quadrilha, estelionato majorado, peculato, inserção de dados falsos em sistema de informação e lavagem de dinheiro.
Os envolvidos faziam o pagamento a permissionários pelo transporte de passageiros que não existiam na medida em que o grupo ia descarregando os créditos dos cartões de vale transporte. De acordo com o Jornal de Brasília, os investigadores acreditam que os criminosos usavam empresas fictícias, com cadastro de pessoa jurídica falso, para emitir os créditos.
Um grupo inseria dados falsos no sistema e incluía empresas inexistentes e vinculação de supostos funcionários a elas. Outro validava a compra de créditos do benefício gerados e um terceiro grupo descarregava o crédito dos cartões nos validadores. Além do DF, os mandados estão sendo cumpridos em cidades do Entorno, em João Pessoa (PB) e em Recife (PE), com o apoio da Polícia Federal.























