A chamada lei do silêncio empacou na Câmara Legislativa, assim como a proposta de acabar com a verba de representação. Os parlamentares não se entendem sobre as duas questões e o motivo está a seis meses de acontecer. São as eleições que contaminou o Legislativo, já que a maioria dos 24 deputados quer manter o mandato ou busca outros voos.
A confusão é tanta que nem mesmo a bancada do PT se entende. Enquanto o deputado Ricardo Vale, o autor do projeto que redefine a intensidade do barulho à noite e durante o dia, briga para que a proposta seja votada, o seu colega Wasny de Roure foi claro, é a favor dos moradores. “É preciso levar em conta que a cidade mineira acaba de reduzir os níveis sonoros”, afirmou.
A votação do projeto deveria ter acontecido esta tarde, mas foi pela segunda vez adiada. Além das divergências, faltou deputado em plenário. Já a proposta de cortar a zero a verba de representação, apresentada pelo pré-candidato ao governo do DF, Joe Valle (PDT), dormita em berço esplêndido. Ninguém está disposto a perder uma verba que ajuda, no final das contas, na campanha à reeleição.

