Suspeito de integrar um esquema corrupto de venda de registros sindicais, o ministro do Trabalho Helton Yomura, entregou a carta de demissão ao presidente Michel Temer (MDB). O pedido foi aceito sem ressalvas, pelo que se comentou no Palácio do Planalto. Atualizado às 19h27
Yomura era secretário executivo do ministério e depois confirmado ministro pelo presidente do PTB, o deputado cassado Roberto Jefferson. Essa indicação aconteceu porque a filha de Jefferson, a deputada Cristiane Brasil foi rifada após vários escândalos. Cristiane seria ministra após primeira opção, o deputado Pedro Fernandes (PTB-MA), ter sido vetado pelo ex-presidente José Sarney.
Yomura prestou hoje depoimento na Polícia Federal. Durante uma hora, permaneceu calado e não respondeu às perguntas por orientação dos seus advogados.
No Palácio do Planalto há informações de que caberá, novamente ao PTB, indicar o novo ministro. O esquema corrupto estourado em operações pelo Ministério Público Federal e Polícia Federal, era manipulado por integrantes do partido, como parlamentares segundo as investigações. Supostamente era um esquema que funcionava desde quando o PDT mandava no Ministério do Trabalho.
Foram presos hoje na Operação Registro Espúrio, o ex-vereador de Paraíba do Sul (RJ), Júlio de Souza Bernardes, e o chefe de gabinete ministro afastado, Júlio de Souza Bernardo.
A Polícia Federal pediu ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF) – mas teve negado o pedido – autorização para realizar busca e apreensão de documentos em endereços do ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun (MDB-MS). Para a PF, Marun estaria favorecendo sindicatos da indústria frigorífica de Mato Grosso do Sul, estado em que o ministro mantém sua base eleitoral.
Registros de entidades sindicais no ministério eram obtidos mediante pagamento de vantagens indevidas, segundo as investigações. Os valores teriam chegado a R$ 4 milhões pela liberação de um único registro sindical.























