O promotor de justiça Roberto Carlos Silva divulgou nota nesta tarde sobre a divulgação de investigações que supostamente envolveriam o irmão do governador Rodrigo Rollemberg, o advogado Carlos Augusto Sobral Rollemberg, e mais nove pessoas no âmbito da Operação 12:26. O caso já está sendo aproveitado na campanha política.
Segundo ele, a publicação “expôs indevidamente” pessoas que recebem proteção constitucional (Veja nota completa abaixo). As investigações estão sob a responsabilidade do Ministério Público do Distrito Federal e da Polícia Civil através da Coordenação Especial de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e aos Crimes contra a Administração Pública (Cecor).
Os nomes vazaram nesta sexta-feira pelos sítios eletrônicos que fazem oposição ao governador, entre eles, o site Metrópoles, de propriedade do empresário preso Luiz Estevão. A página na internet afirma que o delegado que coordena a operação, Fernando César Costa, teria dito que “saltam aos olhos os indícios que o acordo ilícito está assentado de forma duradoura, haja vista que há atos concretos de crimes praticados pelos investigados há aproximadamente três anos, com ocorrências destacadas em 2015, 2017 e 2018”.
Além de Carlos Augusto, que não tem função no governo distrital, o advogado Luiz Fernando Messina costumava ser chamado nas gravações. Ele é ex-assessor do deputado distrital Rodrigo Delmasso (PRB).
O Misto Brasília solicitou um posicionamento da assessoria de imprensa de campanha de Rollemberg sobre o caso que envolve o núcleo duro do governo. A informação é de que esta resposta seria dada pelo secretário de Comunicação. Paulo Fona foi questionado pelo WhatsApp, mas até este momento não respondeu.
Os investigados seriam estes: Carlos Augusto Sobral Rollemberg, Luiz Fernando de Souza Messina, Leonardo Rocha de Almeida Abreu, Guilherme Rocha de Almeida Abreu, Marcello Nóbrega de Miranda Lopes, Flávio Dias Patrício, Hermano Carvalho, Augusto Diniz, Marcos Woortmann.
Nota do MPDF
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, por sua 1ª Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social (Prodep), repudia a publicização de elementos investigativos relacionados ao Inquérito Policial nº 386/2018, sob sigilo, que deu origem à Operação (12:26), deflagrada na última terça-feira, 7 de agosto. As informações não passaram pelo juízo de valor definitivo do Ministério Público e expôs indevidamente pessoas cujas condutas recebem a proteção constitucional da presunção de inocência.
Roberto Carlos Silva – 1a. Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público (Prodep)






















