O Ministério Público Federal (MPF) denunciou nesta sexta-feira (10) os ex-ministros Guido Mantega e Antonio Palocci (preso em Curitiba desde 2016) por corrupção e lavagem de dinheiro no âmbito da Operação Lava Jato. Os dois teriam editado medidas provisórias para beneficiar a construtora Odebrecht. O ex-ministro Guido Mantega já foi denunciado em outro caso.
Além dos ex-ministros das administrações do PT, foram denunciados Marcelo Odebrecht, seu cunhado Maurício Ferro, Bernardo Grandin, Fernando Migliaccio, Hilberto Silva e Newton de Souza, da Odebrecht, além dos publicitários Mônica Moura, João Santana e André Santana.
Segundo a denúncia, Marcelo Odebrecht teria oferecido R$ 50 milhões aos ex-ministros em trocas das medidas provisórias 470 e 472, criadas em 2009, que permitiam o pagamento parcelado de dívidas referente a tributos federais, além da redução da multa e compensação com prejuízos fiscais.
As medidas foram aprovadas e beneficiaram empresas do grupo Odebrecht, como a Braskem. Os procuradores basearam a denúncia em provas fornecidas pela empreiteira.
De acordo com os procuradores, o valor teria sido pago pela Odebrecht numa conta mantida pelo setor de propinas da empreiteira, comandado por Fernando Migliaccio e Hilberto Silva. Uma parcela do montante foi entregue aos publicitários Mônica Moura, João Santana e André Santana e teria sido usada na campanha eleitoral de 2014.

