A explosão de um gasômetro na Usiminas, em Ipatinga (MG), a 220 quilômetros de Belo Horizonte, levou à instauração de um gabinete de crise para apurar o acidente. O Ministério Público de Minas Gerais e representantes de órgãos ambientais se uniram para investigar a dimensão da explosão que feriu 34 pessoas e os impactos sobre a natureza.
O promotor responsável pelo trabalho, Rafael Pureza Nunes da Silva, afirmou à Agência Brasil que um inquérito civil público será instaurado para verificar os danos ambientais. A ação será conduzida pela Promotoria de Justiça do Meio Ambiente de Ipatinga. A Usiminas afirmou neste sábado que ainda não tem previsão sobre quando retomará plena produção na usina siderúrgica. A usina em Ipatinga era a única da companhia a continuar produzindo aço bruto.
Segundo o promotor, foram feitas duas vistorias técnicas na região da Usiminas: uma ao longo do dia de sábado e outra na sexta (10) à noite, depois que houve o acidente. De acordo com ele, ainda não há uma conclusão sobre as análises nem prazo para finalizar o trabalho.
“Não trabalhamos com prazos. Queremos verificar a dimensão do acidente e os danos causados ao meio ambiente e às pessoas. A nossa preocupação é avaliar todos os detalhes”, disse Rafael Silva.
O gabinete de crise para investigar o acidente é coordenado pelo Ministério Público, mas conta também com representantes da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) de Minas Gerais, do Núcleo de Combate aos Crimes Ambientais (Nucrim) e do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa do Meio Ambiente (Caoma).
A Usiminas informou que investiga as causas do acidente, assim como assegurou que as normas de fiscalização e conduta para a manutenção do sistema de gasômetros são seguidas pela empresa. A empresa emprega cerca de 6.500 trabalhadores diretos e já tinha passado por uma fatalidade na quarta-feira, quando um funcionário terceirizado morreu prestando serviços de manutenção em equipamento na área de aciaria da usina.
PARTICIPAÇÃO DO LEITOR
Participe desta discussão
Compartilhe sua opinião sobre este assunto. As participações passam por análise editorial antes de qualquer utilização no site.





















