Policiais federais cumprem neste momento mandado judicial na casa do governador do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB). Além da casa, a Federal está na sede do governo. A operação desta quarta é um desdobramento da Operação Lama Asfáltica que investiga, desde 2013, esquema de superfaturamento de obras públicas, envolvendo corrupção de servidores públicos e fraude em licitações. Azambuja é candidato à reeleição. Atualizado às 08h05
Ontem outro tucano de grande plumagem foi alvo de operações da polícia. O ex-governador do Paraná e candidato ao Senado, Beto Richa, foi preso, assim como a esposa e o irmão. O candidato à Presidência pelo PSDB, Geraldo Alckmin, admiiu ontem que a prisão fragiliza a sua candidatura.
Também são alvo da operação Vostok pecuaristas responsáveis pela emissão das notas fiscais “frias”, um deputado estadual e um conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul. Ainda não foram divulgados os nomes.
Segundo nota divulgada pela PF, as investigações foram iniciadas no início deste ano, tendo por base termos de colaboração premiada de executivos da JBS. Os colaboradores detalharam os procedimentos adotados junto ao governo do Estado para a obtenção de benefícios fiscais.
O Correio do Estado informou que inquérito foi autorizado e tramita perante o Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, que decretou as medidas em cumprimento. Aproximadamente 220 policiais federais cumprem 41 mandados de busca e apreensão e 14 mandados de prisão temporária, na capital do estado e nos municípios de Aquidauana, Dourados, Maracaju, Guia Lopes de Laguna; e Trairão no Estado do Pará. São alvos das medidas os endereços residenciais e comerciais dos investigados e os seus locais de trabalho.
Do total de créditos tributários auferidos pela empresa dos colaboradores, um percentual de até 30% era revertido em proveito da organização criminosa investigada. Nos autos do inquérito, foram juntadas cópias das notas fiscais falsas utilizadas para dissimulação desses pagamentos e os respectivos comprovantes de transferências bancárias.
Apurou-se também que parte da propina acertada teria sido viabilizada antecipadamente na forma de doação eleitoral oficial, ainda durante a campanha para as eleições em 2014; e que alguns pagamentos também teriam ocorridos mediante entregas de valores em espécie, realizadas nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, no ano de 2015.

