O futuro ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, reforçou hoje a sua equipe com o pessoal que atua na Operação Lava Jato. Nesta quinta-feira começou a trabalhar no grupo o auditor fiscal Roberto Leonel Lima, chefe do setor de investigações da Receita Federal em Curitiba e esteio nas investigações que revelou desvios de R$ 40 bilhões na Petrobras.
A revelação de que o auditor passará a integrar a comissão de frente de Moro no novo governo é do site do Estadão, que classificou o servidor da Receita como o “cérebro” do órgão na Lava Jato. Moro já convocou como auxiliares dois delegados da Lava Jato, um deles, Maurício Valeixo, vai comandar a Polícia Federal.
Roberto poderá ser aproveitado no Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que hoje está sob as asas do Ministério da Fazenda. Moro quer que o órgão passe para o Ministério da Justiça, o que permitiria ampliar e ter maior eficiência nas investigações sobre a corrupção, o chamado crime do colarinho branco.
Menos aparente das investigações, segundo observa o texto do Estadão, os auditores fiscais têm sido fundamentais na análise das quebras de sigilos para rastrear o caminho do dinheiro da corrupção. São eles que produzem os relatórios de evolução patrimonial, movimentações financeiras e fiscais dos investigados.


