Foi com ressalvas, mas no geral as contas da atual administração distrital de 2017 foram aprovadas por unanimidade pelos conselheiros do Tribunal de Contas do Distrito Federal. O parecer prévio segue agora para a Câmara Legislativa que pode aprovar ou não os números e as 12 ressalvas. Dessas, 10 já haviam sido feitas durante análise das contas de 2016, segundo informou a assessoria do TCDF.
Uma das ressalvas apontadas pelo TCDF é a reincidência de pagamentos a empresas que prestaram serviços sem que houvesse contrato assinado. Em 2017, essas despesas chegaram a R$ 696,8 milhões, um aumento de R$ 80 milhões em relação a 2016.
De acordo com o TCDF, desse total 81,9% foram realizadas pela Secretaria de Saúde e 17,9%, pela Secretaria de Educação. Em outros dois processos, o Tribunal determinou a audiência dos responsáveis para apresentação de razões de justificativa pelas irregularidades.
As despesas com pessoal tiveram acréscimo de 1,6% em relação a 2016 (R$ 24,3 bilhões). Apesar desse aumento da despesa bruta com pessoal, o governo do DF saiu do limite prudencial imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que é de 46,55% da Receita Corrente Líquida (RCL).


