O presidente Michel Temer (MDB) sancionou há pouco o projeto que reajuste em 16% os salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Na semana passada o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) sugeriu que o melhor seria vetar a aprovação pelo Congresso.
O reajuste recebeu muitas críticas e só foi elogiado pelos próprios beneficiados. Valeu o lobby corporativo do Judiciário. O Misto Brasília divulgou o ato anteriormente nas redes sociais.
O Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão estimou em R$ 243,1 milhões por ano o impacto orçamentário, no Poder Executivo, do aumento salarial dos ministros do STF. Por mês, a despesa terá um acréscimo de R$ 18,7 milhões.
Na Suprema Corte, dos 11 ministros quatro foram contra a proposta que tem efeito cascata nos salários de todo o Judiciário e também no Ministério Público.
Há duas semanas o ministro Dias Toffolli, que preside o STF, se comprometeu em acabar com a farra do auxílio-moradia aos juizes e que também é estendido para o MP. Entretanto, as associações de magistrados são contra o corte do auxílio que é mais um peso para o contribuinte. Hoje, o ministro Luiz Fux revogou a liminar que concedia o benefício em troca da sanção do reajuste.























