Em comunicado, o grupo ambiental Greenpeace afirmou que a indicação de Ricardo Salles para o Ministério do Meio Ambiente, marca o interesse do novo governo em transformar a pasta em “uma subsede do Ministério da Agricultura”.
“A escolha do novo ministro segue esta lógica. A principal função do novo ministro será a promoção de uma verdadeira agenda antiambiental, colocando em prática medidas que vão resultar na explosão do desmatamento na Amazônia e na diminuição do combate ao crime ambiental. O que já está ruim, pode piorar”, afirmou o coordenador de políticas públicas do Greenpeace no Brasil, Márcio Astrini, no comunicado.
A indicação de Salles também ocorre em um momento em que o Brasil desistiu de sediar a próxima COP-25, a Conferência das Partes sobre mudanças climáticas, prevista para novembro de 2019.
Jair Bolsonaro disse na ocasião do cancelamento, em 28 de novembro, que havia recomendado ao futuro chanceler do país, Ernesto Araújo, que rejeita evidências científicas sobre o aquecimento global, para evitar a realização do evento no Brasil, lembra a Reuters.
O Observatório do Clima, grupo criado em 2002 que reúne várias entidades do Brasil que discutem as mudanças climáticas, afirmou em comunicado que a estratégia de Bolsonaro com a indicação de Salles “contorna o desgaste que poderia ter com a extinção formal da pasta (Ministério do Meio Ambiente), por outro garante que o MMA deixará de ser, pela primeira vez desde sua criação, em 1992, uma estrutura independente. Seu ministro será um ajudante de ordens da ministra da Agricultura”.
“O ruralismo ideológico, assim, compromete o agronegócio moderno – que vai pagar o preço quando mercados se fecharem para nossas commodities”, acrescentou o grupo.





















