Déficit da Previdência tem origem na queda da arrecadação

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A proposta do governo de Jair Bolsonaro para a reforma da Previdência só deve ser apresentada após a eleição das presidências da Câmara e do Senado, afirmou o vice-presidente Hamilton Mourão, que exerce interinamente a Presidência da República. “Acho que apresentada só depois da eleição para a presidência da Câmara e do Senado”, disse Mourão, questionado sobre a reforma.

Uma visão diferente às principais teses que vêm sendo defendidas no debate público a respeito da economia brasileira. É o que se propõe o engenheiro e mestre em finanças públicas pela FGV, Amir Khair, nesta entrevista ao DCI.

O ex-secretário de Finanças da Prefeitura de São Paulo (1989/92), argumenta que os déficits da Previdência Social e das contas federais foram muito mais agravados pela queda da arrecadação causada pela crise econômica, do que por um crescimento acelerado das despesas, como é recorrentemente defendido.

“Finanças públicas são compostas por despesas, receitas e juros. E o debate hoje está muito centrado somente em controlar e cortar despesas. Isso é importante. Mas é preciso considerar também nas receitas e, para isso, é preciso pensar em como retomar o crescimento econômico. Se você não leva em consideração todos os componentes das finanças públicas, você toma decisões erradas”, afirma Amir Khair.

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