Subiu para 84 o número de mortes confirmadas, nesta terça-feira, após o rompimento de uma barragem em Brumadinho (MG) da Vale ter lançado uma enorme avalanche de lama de rejeitos sobre áreas da própria Vale e da cidade.
Em entrevista em Brumadinho, onde a barragem da usina da Mina Córrego do Feijão se rompeu na sexta-feira, o tenente-coronel Flávio Godinho, coordenador da Defesa Civil de Minas Gerais, disse que ainda existem 276 pessoas desaparecidas. Segundo ele, foram identificados 42 corpos entre os óbitos.
A mineradora Vale demonstrou preocupações sobre suas barragens de rejeitos em 2009, mas não implementou várias medidas avaliadas que poderiam ter evitado ou diminuído os danos do desastre fatal da semana passada, de acordo com uma apresentação corporativa vista pela Reuters.
Uma década atrás, a maior produtora global de minério de ferro estava considerando maneiras de usar menos barragens de rejeitos, incluindo usos alternativos para essa lama, de acordo com uma apresentação de 73 páginas. O documento apontou para o aumento do volume de rejeitos produzidos nas minas da empresa.



























