Triplo assassinato da 113 Sul tem novo capítulo

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O caso do triplo homicídio de grande repercussão registrado no dia 31 de agosto 2009, teve mais um capítulo nesta quinta-feira (07) no Superior Tribunal de Justiça. É que a corte adiou a decisão sobre o pedido do Ministério Público do DF para que depois de quase dez anos, Adriana Vilela sente, finalmente, no banco dos réus para o júri popular.

Considerada a mandante, Adriana nunca foi condenada. Já os três assassinos, Leonardo Campos Alves, Francisco Mairlon e Paulo Cardoso Santana estão presos na Papuda. As penas dos três somam 177 anos. Os desdobramentos do crime tiveram uma trajetória novelesca, com a imposição de inúmeros recursos legais.

O ministro relator Sebastião Alves dos Reis pediu vista do processo após a defesa pedir a anulação do processo e a extinção da sentença. Se o STJ acatar o pedido, Adriana Vilela escapará do júri popular e o processo poderá ser encerrado.

Adriana é acusada de mandar matar o pai, a mãe e a empregada num apartamento no Bloco C da 113 Sul, no Plano Piloto (DF). Ela seria a mandante dos assassinatos para ficar com a herança dos pais. José Guilherme Vilela foi ministro do Tribunal Superior Eleitoral e na época tinha 73 anos. A mãe, Maria Carvalho, tinha 69, e a empregada, Francisca Nascimento da Silva, 58 anos.

Nas investigações, o caso teve desdobramentos surpreendentes. Um policial responsável pelo caso foi acusado de atrapalhar as investigações. Depois, uma força-tarefa da Polícia Civil deteve a própria Adriana, o policial civil José Augusto Alves e Guiomar Barbosa da Cunha, ex-empregada da família. Também foram presos a paranormal Rosa Maria Jaques e seu marido, João Tocchetto, todos acusados de dificultar o trabalho policial.

A suposta criminosa está muito bem assistida por advogados desde o princípio. Entre os profissionais que atuaram ou atuam no processo, estão Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay. Em agosto de 2017, ele garantiu que não recebia honorários. “Eu nem cobrei esse caso, fiz a pedido dos amigos do Zé (José) Guilherme, que são os ministros Sepal Pertence (refere-se a Sepúlveda Pertence), ministro Eduardo Ribeiro, ministro Pedro Gordilho e outros amigos”. 

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