O secretário da Educação do Distrito Federal, Rafael Parente, disse esta manhã que os professores descontentes com as escolas cívico-militares devem pedir para sair ou solicitar a transferência da unidade escolar. “Devem sair para não atrapalhar”.
Hoje começou o ano letivo no Distrito Federal e quatro escolas vão adotar o modelo que está sendo questionado. A primeira semana será de adaptação.
Nesta manhã, os alunos já passaram a perfilar para cantar o Hino da Bandeira. Eles irão receber uniforme próprio, terão que cortar o cabelo, tirar brincos e as meninas devem usar coque. O modelo começou no Centro Educacional (CED) 308 do Recanto das Emas, CED 7 de Ceilândia, CED 1 da Estrutural e CED 3 de Sobradinho. A meta é implantar mais 36 unidades até o fim do ano. Até 2022, a ideia é chegar a 200 escolas.
O modelo seguido é o adotado em Goiás, que reúne 50 colégios que seguem o sistema. No país há 120 escolas com gestão compartilhada entre professores e militares.
A gestão compartilhada, na qual os militares cuidam da parte administrativa e os professores da parte pedagógica da escola, foi anunciado em 11 de janeiro pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha.
A Agência Brasil lembra que nas férias escolares, houve reuniões nas quatro unidades de ensino escolhidas como piloto. Segundo o governo do DF, para a escolha dos colégios foram considerados a violência na região, o baixo nível socioeconômico e o desempenho em avaliações do Ministério da Educação (MEC).























