Cidade dos nordestinos na divisa do Distrito Federal

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Texto de Elvira Lobato

Cidade Ocidental surgiu de um grande empreendimento de construções populares da Construtora Ocidental, em 1976, no município de Luziânia. Treze anos depois, os conjuntos residenciais tornaram-se um distrito, que virou município em janeiro de 1991. Está localizado no estado de Goiás, a 48 quilômetros de Brasília.

A população atual é estimada em 70 mil habitantes pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mas a prefeitura estima serem quase 100 mil habitantes. Nas margens das estradas que dão acesso à cidade, outdoors com anúncios de venda de imóveis do programa Minha Casa Minha Vida chamam a atenção de quem chega.

Uma pesquisa por amostra de domicílios divulgada pela Companhia de Desenvolvimento do Distrito Federal em dezembro de 2014 aponta que 60% da população eram migrantes nordestinos e seus descendentes. Mais da metade (53%) dos moradores trabalhavam no Distrito Federal e tinham rendimento médio de 2,6 salários mínimos. A maioria (57%) estava empregada no comércio, na construção civil e em serviços gerais.

A taxa de analfabetismo apontada na época era relativamente baixa — 1,8% da população com 15 anos ou mais declarou-se analfabeta e 2,2% afirmaram saber apenas ler e escrever — mas só 3,7% tinham curso superior completo; 37% tinham o fundamental incompleto e 22%, o ensino médio completo.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública de Goiás, foram registrados 27 homicídios em Cidade Ocidental em 2018. O número vem caindo desde 2016, quando chegou a 57 assassinatos, resultado de um conjunto de ações para o combate à violência.

(Elvira Lobato é jornalista e escreveu este texto originalmente para o Observatório da Imprensa)

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