“Canalha” foi a palavra preferida dos bolsonaristas no dia do pré-lançamento da candidatura de Jair Bolsonaro e de sua filiação ao partido do PSL no ano passado, durante evento realizado na Câmara dos Deputados. Na ocasião, os discursos foram ilustrados com os seguidos gritos da plateia de “canalhas”.
Ela voltou ao vocabulário mais uma vez pela boca de uma filiada do PSL, a deputada estadual de Santa Catarina, Ana Caroline Campagnolo que, assim como no evento do PSL, os alvos foram os jornalistas e a Imprensa.
Entidades ligadas à categoria profissional e de defesa da livre informação lançaram hoje uma série de notas contra a parlamentar que foi flagrada pelo jornalista Altair Magagnin, do jornal Notícias do Dia, do Grupo RIC, gastando diárias da Assembleia Legislativa. Os gastos foram feitos exatamente no dia em que a parlamentar lançava um livro de sua autoria.
Ao ser ouvida pelo jornalista, a professora Ana Caroline, do PSL, não deu explicações. Preferiu agredir verbalmente com palavras e frases de baixo grau moral e intelectual.
Mais tarde, numa nota em seu perfil na rede social, a deputada voltou à carga: “Pra mim, esse tipo de gente é covarde, bunda-mole e canalha construindo manchetes falaciosas ou distorcidas”. E no final arremata, como que a justificar os gastos do contribuinte: “Durante o tempo que os jornalistas perdem criticando os meus 300 reais lícitos e legais, alguns prefeitos estão gastando 415 mil reais por 1 hora de palestra”.

















