Declarações tiram confiança do mercado para a reforma da Previdência

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“A percepção do mercado é que a ampulheta virou“, disse Arnaldo Curvello, sócio-diretor na Ativa Wealth Management. “Você tinha todo o tempo a seu favor, com confianança no governo, boa vontade de todos. Mas agora está claro que estamos mesmo correndo contra o tempo”, acrescentou sobre a situação da reforma da Previdência na Câmara. Até mesmo a pauta poderá ser invertida, aparecendo em primeiro lugar a votação da PEC das emendas impositivas.

Declarações do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), do ministro da Economia, Paulo Guedes, e do líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), geraram incômodo ao mercado.

Fala de Paulo Guedes – “Bolsonaro está apaixonado pela reforma? Claro que não, mas entende que é importante”, respondeu o ministro, ressaltando que o presidente do Brasil “não é falso”. Ele participa da reunião em Nova Iorque do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Fala de Rodrigo Maia (também em Nova Iorque) – “Precisamos melhorar o encaminhamento da reforma”, declarou. “(A reforma) atrasou um pouco, atrasará um pouco mais que necessário, mas vai tomar rumo”.

Fala do líder Major Vitor – “A nossa intenção é que a gente consiga aprovar a Nova Previdência nas duas Casas no máximo no final do primeiro semestre, início do semestre que vem, para que os reflexos fiscais dessa aprovação se deem ainda neste ano”.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara recebeu até o momento três votos em separado de deputados da oposição que questionam a admissibilidade da reforma da Previdência, enquanto governistas defendem a ideia de se votar o parecer do relator já na próxima terça-feira. A comissão deve voltar a se reunir na segunda-feira e a ideia, segundo uma fonte governista, é fazer um esforço para que a votação ocorra na terça-feira. No Centrão a ideia é empurrar a votação para depois da Páscoa.

Partidos de centro e de centro-direita discutem pregar publicamente a exclusão do sistema de capitalização da reforma da Previdência. (Com agências de notícias)

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