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General é alvo de operação da PF determinada pelo STF

O general da reserva Paulo Chagas, que foi candidato ao governo do Distrito Federal no primeiro turno das eleições de outubro passado, é alvo neste momento de uma operação da Polícia Federal. Os mandados de busca e apreensão foram autorizados pelo Supremo Tribunal Federal. O inquérito foi aberto pelo Supremo que decidiu investigar por conta própria as supostas “fake news” (notícias mentirosas) contra os ministros da Corte.

Na rede social, Paulo Chagas é irônico com a decisão do STF: “Caros amigos, acabo de ser honrado com a visita da Polícia Federal em minha residência, com mandato de busca e apreensão expedido por ninguém menos do que ministro Alexandre de Moraes. Quanta honra! Lamentei estar fora de Brasília e não poder recebê-los pessoalmente”.

O inquérito que pelos juristas é ilegal, já que não foi provocado pela Procuradoria-Geral da República, ganhou novos contornos ontem, com a censura imposta à revista Crusoé e ao O Antagonista por uma reportagem que envolve o ministro e presidente do STF, Dias Toffoli. O inquérito está sendo presidido pelo ministro Alexadre de Moraes, que foi o autor da ordem para censurar a reportagem e os veículos.

O ministro decidiu também multar a revista Crusoé em R$ 100 mil por, supostamente, ter deixado de cumprir decisão de retirar do ar a reportagem “O amigo do amigo do meu pai”. “Foi certificado o descumprimento da ordem judicial de 13/04/2019, acarretando a multa de R$ 100 mil. Retire-se imediatamente, sob pena de continuidade da aplicação da multa diária. Servirá este como mandado”, disse o ministro na decisão.

Nota da Folha de São Paulo de hoje diz que “no caso que envolve a notícia divulgada por Crusoé, procuradores que tiveram contato com o documento que cita o presidente do STF serão ouvidos. Ministros dizem que é preciso entender 1) o timing da provocação que levou à menção e 2) o vazamento e suas motivações”.

Entidades e sócios e diretores de O Antagonista e da Crusoé classificaram a censura do STF como atentado à liberdade de imprensa e ato de intimidação judicial. A reportagem retirada dos sites dizia que não há imputação de crime ao presidente do STF na citação que chegou à Lava Jato.

Toffoli diz que as “insinuações” da Crusoé, que publicou os e-mails de Odebrecht, sobre a atuação dele são “inverdades”. 

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