Guedes reafirma que reforma combate privilégios

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a dizer que a reforma da Previdência ataca privilégios e uma dinâmica de transferência perversa de renda em contraposição ao modelo atual, que disse estar condenado à explosão, mas não mencionou, num primeiro momento, a economia que o governo almeja com a investida.

O Misto Brasília transmite ao vivo a audiência com o ministro Guedes – na seção TVs Públicas

Em sua participação inicial em audiência pública na comissão especial que analisa a proposta na Câmara dos Deputados, Guedes não falou sobre a necessidade de o texto assegurar um ganho fiscal de pelo menos 1 trilhão de reais em uma década —cifra que vinha reiterando publicamente.

Quando participou de audiência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, no início de abril, o ministro afirmou que não teria coragem de lançar o sistema de capitalização se a economia chancelada pelo Congresso com a reforma ficasse abaixo desse patamar. De lá para cá, o presidente Jair Bolsonaro chegou a dizer que a “previsão mínima” de economia era de 800 bilhões de reais em 10 anos.

Após acompanhar o início da audiência, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou a jornalistas que a expectativa é de aprovação da reforma na Casa num “prazo razoável”, com economia que “garanta a possibilidade de equilíbrio do sistema previdenciário brasileiro”. “Um trilhão (de reais) como referência é uma boa referência, pode ser um pouco mais ou pouco menos”, disse.

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