O corte de verbas de custeio e investimentos nas universidades não é somente uma grande preocupação dos reitores e da comunidade acadêmica. As fundações, que garantem suporte ao ensino, pesquisa e extensão, decidiram arregaçar as mangas para atrair novos investimentos públicos e privados. A decisão saiu da reunião ordinária do conselho que reúne todas as entidades para garantir a pesquisa no Brasil.
Entre as ideias, está a de criar fundos patrimoniais (fundos de doações pelo setor privado) para fazer frente ao custo dos projetos e impedir que a atividade de ensino, pesquisa e extensão seja paralisadas totalmente. O entendimento é de que os recursos do Tesouro Nacional tendem a encolher cada vez mais diante da falta de dinamismo da economia e, nesse caso, as fundações de apoio tendem a ter mais facilidade para capitalizar recursos do que as universidades.
Para o presidente do Confies, Fernando Peregrino, fundações de apoio sentem os reflexos da crise das universidades, embora sejam instituições de direito privado. “Existe uma pressão muito forte da comunidade universitária para socorrer determinadas atividades, em razão dos cortes de recursos públicos”, explica. A burocracia é outro gargalo que vem asfixiando a pesquisa científica nacional, já que 35% dos cientistas se perdem com serviços burocráticos, como preenchimento de papeis.












