Previsões pessimistas e recessão técnica na economia

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A economia brasileira corre o risco de ter uma recessão técnica no primeiro semestre, ou seja, que registre dois trimestres consecutivos de queda do Produto Interno Bruto (PIB).

O Itaú Unibanco e o Barclays prevêem uma queda do PIB de 0,2% no primeiro trimestre, na mesma base de comparação. Já o BNP Paribas cortou de 2% para 0,8% a projeção de PIB para 2019. O  Ifi (Instituição Fiscal Independente) publicou relatório no qual revisa a projeção de crescimento do PIB (Produto Imposto Bruto) deste ano de 2,3% para 1,8% e a taxa básica de juros, a Selic, de 8,0% para 6,5% ao ano.

O professor de Economia e Finanças do Ibmec-RJ, Tiago Sayão, diz que faz sentido pensar na possibilidade de uma recessão técnica, já que os investimentos das empresas estão paralisados em meio às incertezas políticas.

A economia terminou o primeiro trimestre com contração depois de três resultados mensais negativos, mostraram dados do Banco Central, corroborando as preocupações com o ritmo da atividade econômica e as perspectivas de crescimento do país. 

Ontem, o Ibovespa fechou em queda pressionada por números que apontam para cenário de baixo crescimento da economia do país. O dólar fechou colado no patamar psicológico de R$ 4, no maior nível em sete meses e meio, atingido por clima de incerteza no campo político doméstico e discussões sobre corte de juros, além de um pano de fundo no exterior ainda confuso.

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