O ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello, voltou a defender a legalização do aborto de fetos anenféfalos em casos da infecção da gestante pelo vírus da zika. A defesa foi feita durante uma entrevista à BBC News publicada nesta tarde.
O ministro reclamou do presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli, que retirou da pauta o julgamento da ação. Marco Aurélio é o relator no processo. A ação estava previamente marcada para maio.
A ação, movida pelo PSOL em parceria com a organização Anis durante a epidemia de zika de 2015, argumenta que as mulheres não podem ser penalizadas pela falha do Estado em conter a doença. Já os opositores dizem que a legalização do aborto nesse caso seria eugenia. O termo eugenia foi criado na década de 1880. É “o estudo dos agentes sob o controle social que podem melhorar ou empobrecer as qualidades raciais das futuras gerações seja física ou mentalmente”
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