Advogados do grupo Prerrogativas vão à OAB para que a entidade peça que a PGR determine o desmonte da Operação Lava Jato, e que o Conselho Nacional de Justiça transforme a aposentadoria de Sérgio Moro em demissão, para que o ex-juiz perca o direito a vencimentos da magistratura. A manifestação foi por conta da repercussão das conversas hackeadas do Telegram que expõe o ministro e a força-tarefa da Lava Jato.
O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF) disse que a troca de colaborações entre o ex-juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, põe em xeque a equidistância da Justiça. “Apenas coloca em dúvida, principalmente ao olhar do leigo, a equidistância do órgão julgador, que tem ser absoluta. Agora, as consequências, eu não sei. Temos que aguardar”.
A ex-presidente Dilma Rousseff usou as redes sociais para comentar reportagem. Para a petista, a divulgação das conversas “explicita as relações ilegais e espúrias” entre os dois. Já a defesa do ex-presidente Lula da Silva, a reportagem revela uma troca de mensagens entre o ex-juiz federal e atual ministro da Justiça, Sergio Moro, e o procurador da República Deltan Dallagnol. No documento, o advogado Cristiano Zanin afirma que “os processos contra o ex-presidente Lula estão corrompidos pelo que há de mais grave em termos de violações a garantias fundamentais e à negativa de direitos” e pede liberdade para seu cliente.
Comentário do jornalista Fernando Rodrigues: “As conversas são um revés para o Palácio do Planalto. O governo de Jair Bolsonaro tem duas torres gêmeas: 1) Paulo Guedes (Economia) e 2) Sergio Moro (Justiça). Guedes enfrenta dificuldades para aprovar seus planos no Congresso, mas as coisas pareciam estar começando a andar. Agora, não se sabe como será o ritmo de trabalho do Legislativo”.























