No dia que foi anunciado o titular da Secretaria de Governo, que irá substituir algumas tarefas da Casa Civil, a assembleia dos acionistas da Companhia Energética de Brasília (CEB) aprovou a privatização da estatal. A venda da empresa já tinha sido anunciada pelo governador Ibaneis Rocha (MDB) para fazer caixa. Como o processo da venda não “andava”, Ibaneis dfemitiu o presidente da companhia.
Na Secretaria de Governo quem assume é um velho conhecido da administração distrital. José Humberto Pires de Araújo esteve na função durante o governo de José Roberto Arruda (PR). A nomeação já foi publicada no Diário Oficial do DF.
Sobre a privatização, o jornalista Vicente Nunes informou que o governo ficará com, no máximo, 49% das ações da CEB Distribuição, que vem acumulando prejuízos e corre o risco de perder a concessão para distribuir energia aos brasilienses. Segundo o blogueiro, todos os acionistas, incluindo os minoritários, votaram a favor da privatização da CEB Distribuição, com exceção de dois representantes dos empregados, que alegam não ser necessária a venda do controle acionário da empresa.
Com a privatização, o sócio privado terá a obrigação de injetar recursos no caixa da companhia, como forma de cumprir os limites operacionais impostos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e, claro, recuperar a capacidade de investimentos da empresa. Estima-se que os ativos da CEB (postes, redes integradas) estejam avaliados em R$ 900 milhões. No meio sindical, o comentário é que a venda pode definir novos preços da energia para o consumidor.












