Dezenas de milhares de manifestantes saíram à rua este domingo em Hong Kong, para mais um protesto contra a lei da extradição e pela garantia das liberdades que dizem estar em causa.
A marcha começou em Vitória e vai terminar no parque infantil de Southorn, em Wan Chai, em vez de no local previsto, um tribunal do distrito Central. O percurso foi reduzido por questões de segurança, tal como exigiu a polícia, e depois de a organização do protesto, a Frente Cívica de Direitos Humanos, ter perdido um recurso.
A Frente, que integra 15 organizações não-governamentais e movimentos políticos, organizou duas marchas pacíficas maciças, a 9 e a 16 de Junho, que juntaram cerca de um milhão e de dois milhões de pessoas, respectivamente, de acordo com os organizadores. Apesar das manifestações serem maioritariamente pacíficas, manifestantes e polícia confrontaram-se nas ruas da antiga colónia britânica.
Dois dos protestos, a 12 de Junho e a 1 de Julho, foram marcados por violentos confrontos entre manifestantes e a polícia, que usou balas de borracha e gás lacrimogéneo. A 1 de Julho, os manifestantes invadiram o Conselho Legislativo (parlamento).
A contestação nas ruas, iniciada contra um projecto de alteração, entretanto suspenso, à lei da extradição, generalizou-se e denuncia agora o que os manifestantes afirmam ser uma “erosão das liberdades” no território.
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