Federal encontra dinheiro e “transações” atípicas de hackers presos

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Após a prisão de quatro pessoas suspeitas de invadir o telefone celular do ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro, novas informações foram divulgadas entre a noite passada e esta manhã. Reunidos as informações a partir de notícias do O Antagonista, da revista Crusoé, do G1, do Painel Político, ACidadeOn/Araraquara e SBT.

Gustavo Henrique Elias Santos, um dos detidos, teria visto mensagens interceptadas do ministro. O advogado Ariovaldo Moreira afirmou não acreditar que Walter Delgatti Neto, conhecido como “Vermelho”, esteja no centro do esquema que atacou aparelhos telefônicos de investigadores e magistrados que atuam na Lava Jato. Walter Delgatti Neto e Gustavo Henrique Elias Santos, o Guto Dubra, são amigos.

O juiz federal de Brasília, Vallisney de Souza Oliveira, determinou também a quebra do sigilo telemático dos envolvidos, “considerando que os e-mails em questão foram utilizados pelos investigados para a prática criminosa”. “Oficiem-se às empresas Apple Computer Brasil Ltda, Google, Uol/Bol e Microsoft para que forneçam os dados cadastrais, os registros IP de acesso e Mac address dos últimos seis meses, além de todos os dados e arquivos em nuvem e armazenados referentes às contas de e-mail indicadas”.

O juiz determinou ainda que as empresas Foxbit, Braziiex e Mercado Biticoin informem se há carteiras em nome dos quatro investigados, o saldo delas e detalhe as movimentações de compra e venda de criptomoedas no período de 01/01/2018 até ontem.

Durante a operação Spoofing, a Polícia Federal encontrou R$ 100 mil na casa do casal Gustavo Henrique Elias Santos e Suelen Priscila de Oliveira. Além do dinheiro, a Polícia Federal também apreendeu celulares e um notebook. Walter Delgatti seria filiado ao Democratas, partido do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (RJ).

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) mapeou R$ 424 mil em transações suspeitas na conta de Gustavo Henrique Elias Santos. A mulher de Gustavo, Suelen Oliveira, também registrou transações atípicas no valor de R$ 203 mil, entre março e maio deste ano. O advogado Ariovaldo Moreira disse que o montante encontrado na casa dos clientes vem do trabalho de Gustavo como DJ.

 

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