Texto de Soraia Lobos
Um candidato a uma vaga no concurso do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, em Belém (PA), morreu após ter passado mal durante o Teste de Aptidão Física (TAF) , no último sábado (10).
O jovem de 29 foi internado em estado grave na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Sacramenta, em Belém, faleceu na tarde desta segunda-feira (12), no Hospital Guadalupe, localizado na bairro Batista Campos.
A Secretaria de Estado de Administração (Sead) lançou nota, informando que acompanhou o estado de saúde do candidato que se sentiu mal durante a realização da prova de capacidade física referente à 3ª fase do concurso C-176, do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves (CPCRC).
Na mesma nota, a Sead disse que “todos os procedimentos médicos necessários foram adotados no local, porém, a equipe médica decidiu encaminhar o candidato à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Sacramenta, localizada na avenida Doutor Freitas, já que o candidato não conseguia responder aos questionamentos sobre a manutenção de plano de saúde por parte do mesmo. Posteriormente, o candidato foi transferido para o Hospital Guadalupe, onde se foi internado em Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), onde faleceu nesta tarde”, finalizou.
Outros casos – O caso de Renan não é uma exceção. No fim de 2018, em Brasília, durante as provas de aptidão física do concurso da Polícia Militar, o candidato Leonardo da Silva Oliveira, 31 anos, faleceu depois de passar mal durante o teste físico.
Ainda em Brasília, em 2014, um soldado da Polícia Militar também faleceu depois de participar da prova física do concurso para escrivão da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).
Durante as provas do concurso da Polícia Militar do Maranhão, um candidato identificado como Marcone Ferreira Cordeiro, 29 anos, morreu, após passar mal durante o Teste de Aptidão Física (TAF), na capital São Luís.
Marcone Ferreira Cordeiro era Cirurgião-dentista e tinha o sonho de ingressar na Polícia Militar do Maranhão. Além de Marcone, uma candidata, Daniele Nunes da Silva, 24 anos, morreu no mesmo certame, após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC) durante o Teste de Aptidão Física (TAF).
Nas redes sociais, muitos candidatos questionavam a necessidade de haver testes físicos para cargos como o de Perito, que na maioria das vezes, realiza atividades internas na corporação.


